Cabe a nós


Achei essa foto num hd externo antigo e me deu saudade de ser criança e não ter responsabilidades. E pra todas as dores, meus pais estariam do meu lado fisicamente enxugando minhas lágrimas a ponto de fazer qualquer problema sumir. Infelizmente os problemas não somem com apenas uma ligação no Skype. Ajuda, mas não passa. E nem que eles estivessem aqui do meu lado, meus problemas iriam desaparecer, porque são coisas fora do alcance de outras pessoas. São meus problemas, minhas dores. Só quem pode dominar tudo isso agora sou eu. A presença da minha família e amigos serve pra abafar as dores e me lembrar que não estou sozinha… Pra chorar. Tenho com quem falar. Mas agora quem resolve meus pepinos sou eu. Nisso estou sozinha.

As dores não são as mesmas de antes. Cada fase tem seu problema. Antes eram os brinquedos que eu queria ganhar ou as mentirinhas que contava pra minha mãe, depois foram os “zeros” na escola e assim os problemas foram aumentando e tomando proporção de adulto. Aquela adulta que eu sonhei ser e achei que seria mais fácil. Sonhei tanto em ter 18 e agora não sonho em ter mais idade nenhuma. Penso apenas na minha realização pessoal e ela não está mais vinculada a idade. Não mais. Eu não voltaria no tempo e não gostaria de  passar por todas as coisas de novo, não. Não tenho saudade de viver todos os problemas novamente. E os momentos bons eu também não viveria de novo. Passou. São memórias e é gostoso ter memórias. Gostoso e sofrido. Gosto de ter histórias felizes e tristes pra contar. Não… Não quero viver tudo de novo. Voltar no tempo seria passar por todas as dores novamente e isso eu não quero. Me basta saber que tive e tenho uma vida deliciosa e vivi e ainda vivo momentos muito felizes. Problemas todo mundo tem. Cabe a nós, sabermos o peso que esses problemas terão. Até onde permitiremos que nossos problemas sejam a essência da nossa vida ou apenas um detalhe? Cabe a nós.Digitalizar0004

Carrão


Queria entender por que uma pessoa consegue se achar melhor do que outra. O que faz de um cara que dirige um carro de 100 mil dólares e gasta 2 mil num restaurante se achar no poder de tratar mal uma pessoa qualquer que ele não conheça? Por que é que o dinheiro faz com que alguém se sinta melhor que outra pessoa? Nem sempre mais dinheiro significa que você ralou mais que outros. As vezes você ralou mais,  mas as vezes você teve mais sorte. E mais sorte na vida não te faz melhor do que ninguém. Não… Deus não te escolheu pra ser o sortudo a ter um Porsche Carrera preto, a ter uma mansão em Beverly Hills e um duplex na praia do Leblon só pra passar férias. Deus não escolheu aquele mendigo pra ser o infeliz a passar fome e frio. As circunstancias fizeram isso… Você nasceu numa família melhor ou não. O mendigo nasceu numa família pior… Ou não. Oportunidade todo mundo tem? Não sei não… O que importa é que nada justifica você tratar os outros como bosta. Se você é motorista de ônibus no Rio de Janeiro e ganha um salário de merda isso não justifica você ser cruel com outros trabalhadores que precisam daquele meio de transporte pra viver. Se você é uma socialite que passa as tardes gastando dinheiro no salão e no shopping também não te dá o direito de tratar a babá do seu filho como lixo.

 

Enfim… O mundo está cheio de babacas com carrões e mansões roubando garrafa de água no supermercado e ninguém pode reclamar, porque eles se sentiriam ofendidos. Sim… Já vi isso acontecer.

– Ninguém vai falar com aquele cara que saiu da loja com umas garrafas sem pagar?

– Não. Aqui é Beverly Hills.

– E daí?

– Ele ficaria ofendido.

Faço cara de quem não entendeu e a gerente do supermercado me olha como se eu fosse uma ignorante que não entende uma simples lei.

 

Já briguei em fila de mercado, porque a mulher do caixa me cobrou a mais numa conta. Parei pra analisar a conta… Nisso, um cara atrás de mim reclama e finjo que não escuto.

– Vai logo… Jesus Cristo. Que saco! Anda. Saí daí…”

Fui ouvindo até o último “que saco”  quando levantei o dedo na cara dele e gritei:

– Você vai esperar o quanto for necessário. Eu tenho tanto direito quanto você de estar aqui e mais… Estou PA-GAN-DO. Vou perguntar e reclamar o quanto quiser. Fica na sua, cala sua boca e espera. Ou sai dessa fila”.

O cara ficou vermelho. A careca dele ficou vermelha. Ele fechou a boca, arregalou os olhos e disse bem baixinho:

– Fica calma!

Acho que ele não esperava que uma garota feito eu (“bem” vestida, branca e de olhos azuis – “patricinha… riquinha”) tivesse aquela reação. E depois o vi entrando num mega carrão…

 

Outro dia procurando vaga no estacionamento do aeroporto, um cara num carrão qualquer fez questão de se enfiar na vaga que eu estava prestes a estacionar o meu carro. Eu fiquei com tanto ódio e fiquei parada só observado. Vi o sujeito estacionar de qualquer jeito e sair andando. Eu buzinei com toda força e ele olhou.

– Você me viu aqui. Não finge que não me viu. Você sabe que eu ia parar nessa vaga e fez de propósito.

– Cala a boca, patricinha.

– Você é um merda tão grande que não vou perder meu tempo discutindo com você.

Senti como se tivesse perdido uma batalha, pois observei aquele imbecil sair andando… Mas, andei mais meio metro e achei um monte de vagas. Será que foi Deus? Não… Foi sorte mesmo.

 

Nada contra quem tem dinheiro e pode ter mil carros e casas… Só acho que isso não dá o direito a ninguém de tratar os outros como inferiores.

 

2.9


Eu lembro que quando tinha meus 13 anos sonhava em ter 18.

Outro dia achei um diário meu em que eu dizia no dia 27 de julho de não sei que ano “quando eu tiver 18 anos vou morar sozinha, entrar pra faculdade e comprar meu próprio carro”. Ah… A doce ilusão. Quando eu tinha 18 anos ainda morava com meus pais, colecionava bichos de pelúcia em cima da cama e ainda andava de ônibus para a escola. Acordava cedo e ia pra esquina esperar o 463.

Naquela época em que eu queria ter 18 eu amava fazer aniversários. Eu planejava com vários meses de antecedência aonde seria a festa e que tipo de bebida eu serviria pros meus amigos. Eu tinha muitos amigos. “Colegas”, melhor dizendo. Comida? Acho que eu nem pensava nisso. Tanto faz! Era uns sacos de Ruffles e Doritos em cima da mesa e olhe lá. Ah sim… Tinha bolo. O bolo eu fazia questão. Bolo não, torta! Sempre preferi tortas. Normalmente uma torta de maracujá ou uma torta alemã que minha mãe fazia.

Ano que vem faço 30 anos. Parece surreal. Achei que eu seria uma pessoa mais madura com 29 anos. Uma pessoa que sabe o que está fazendo o tempo todo, segura de si e certa da minhas escolhas.

Até hoje me vejo fazendo escolhas erradas e duvidando de mim mesma… Lamentando meus erros, desejando voltar no tempo e começar a vida toda de novo. Mas não dá. E que bom que não dá, porque os erros são os nossos melhores professores.

E é melhor assim. Venho apanhando com o passar do tempo e assim vou aprendendo que o que é pra ser será… Que quem deve ir embora, foi. E que quem deve ficar, ficou. E fazer aniversário hoje em dia é saber dar valor ao que se tem.

Pensei em tudo isso enquanto lavava louça no meu apartamento em Los Angeles. Apartamento em que moro com o meu marido, com quem sou casada há 4 anos, e dois cachorros. Sempre quis sair de casa, ter uma casa própria, morar na Califórnia, ter meu carro, casar e ter cachorros. Não posso reclamar da vida. Definitivamente alcancei tudo o que queria. E com o apoio de um marido maravilhoso, de uma família tão presente e carinhosa e dos poucos, mas tão incríveis amigos, sei que posso muito mais. Não é fácil viver. Dói. Mas com o amor das pessoas ao meu redor tudo é possível. E a vida é isso… Fazer aniversário hoje em dia é isso: olhar pro espelho e amar com toda força o que se tem. O amor me basta pra crescer e ser feliz. Como já diziam… “Não tenho tudo, mas amo tudo o que tenho”.

Obrigada a todos pelas mensagens de carinho!

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Photo by Leticia Katz

ps: Esse ano eu não quis bolo. E nem torta. Pela primeira vez quis cupcakes! E esses foram os que eu ganhei. Lindos, né? Difícil não comer todos de uma vez! 🙂

a nossa família


O que muita gente não sabe é que quando se mora muito longe da família, seus amigos é quem passam a ser sua família. A gente fala que os amigos são a família que a gente escolheu, né? E isso nunca fez tanto sentindo pra mim quanto ultimamente. E os amigos de verdade são aquelas pessoas que cuidam do seu cachorro quando você precisa viajar, são aqueles que deixam a chave de casa com você e ainda falam: “Vai la em casa e pega um dinheiro na minha gaveta”. São eles que se oferecem pra construir uma cerca em volta da sua casa e te ajudar nas mudanças. São eles que vão ficar até as 5 da manhã com você quando você precisar instalar cortinas de papel provisórias. Eles dividem um colchão e cada hora o colchão está na casa de um ou de outro.

Quando você está triste e mais ninguém te entende, são eles que estão aqui passando pela mesma coisa que você que vão te acudir. São pra eles que você vai ligar chorando e que vai sair pra tomar um porre quando a vida tá foda de aguentar. Os amigos são aqueles que  quando estão triste, se preocupam com a sua tristeza também e resolvem fazer um jantar mesmo assim só pra te animar. São eles que querem viajar junto, ir a shows juntos, jantar fora juntos, montar uma empresa juntos, fazer a unha juntos, cozinhar juntos… Eles jogam sinuca, eles tomam 30 garrafas de vinho e entornam shots de Jagermeister. Eles trazem as encomendas mais estranhas do Brasil pra você e te mandam fotos no celular com mensagens engraçadas só pra te fazer rir. É querer fazer tudo junto, é compartilhar tudo e querer estar perto. É a necessidade de ter alguém pra dividir as coisas. E a falta que nossa família faz, a gente desconta nos amigos aqui, e assim a gente fica cada vez mais amigo e cada vez mais família. E quando falta um, fica um vazio.

Sempre me importei com os problemas dos meus amigos, e agora mais do que nunca eu me pego realmente mal quando vejo que um deles está passando por algo ruim. Acho que com o tempo você começa a olhar mais pro lado e menos pro seu umbigo.

Mas, mesmo assim parece que falta alguém.. E falta mesmo. Sempre vai faltar! A gente fica com uma dor no coração cada vez que um membro da nossa segunda família não está. Não se pode agarrar o mundo e todas as pessoas com os braços e talvez seja por isso que eu sofra tantas vezes. Ah, se eu pudesse ter tudo o tempo todo…

Esse texto é só pra agradecer aos meus amigos de Utah por existirem na minha vida e fazerem dela algo menos complicado.

Welcome to Utah

Venus de Fezes


Na boa. Vamos ser sinceros aqui. Quantos de vocês gastariam 45 mil dólares para ter em casa uma estátua da réplica de Venus de Milo toda feita de FEZES DE PANDA? Não? Ninguém? E se você fosse milionário? Não? Também não compraria?

Pois é, uma fera metida a cool, colecionadora de obras de arte contemporânea comprou essa maravilha. A obra foi elaborada por crianças que moram em uma região que é considerada um santuário de pandas. Quando você fica sabendo dessa parte, você até tenta achar fofo e menos nojento, mas NÃO DÁ. Vem aquela imagem na minha cabeça de crianças mexendo em fezes e aquilo vai embrulhando meu estômago de uma maneira que me faz odiar a ideia. Como se não bastasse, a réplica foi exposta em um museu (OK) e os admiradores afirmaram que o cheiro é AGRADÁVEL. A minha teoria de que todo mundo deveria ir ao psicólogo, assim como vai a academia é valida. As pessoas deveriam buscar uma melhoria da saúde mental, assim como elas procuram a melhora física. O povo tem que cuidar da cabeça.

O pior de tudo, é essa réplica custar 45 mil dólares e algum lunático especialista em obras contemporâneas COMPRAR. Quando eu digo que é fácil ser rico, ninguém acredita. Se eu for polemica e criar algo chocante e diferente, eu fico famosa. Só está me faltando uma ideia brilhante e bizarra… Difícil é pensar em algo que algum louco já não tenha feito.

We love SUSHI


O tédio também pode ser útil. O tédio sempre me faz descobrir coisas maravilhosas na internet. Não maravilhosas no sentido real da palavra, mas no sentido irônico. Eu fico jogando algumas palavras no Google para ver no que dá. Tirando os dicionários que são bem úteis de verdade, a melhor coisa para morrer de rir é aquele Yahoo Aswers. Você já deve ter visto, claro. As maravilhas do Yahoo em português são os erros de gramática que muitas vezes as pessoas que respondem não se aguentam e dão uma boa sacanaeada na coitada da pessoa que quer tirar uma dúvida. Porém, na minha opinião os vencedores das perguntas mais incríveis são os americanos. Essa gente aqui na parte Norte do continente realmente me assusta quando o assunto é “coisas retardadas”. Se tivermos uma disputa entre um brasileiro e um americano, o americano sempre vence no quesito “mongol”. Sem querer ser preconceituosa, mas já sendo, os americanos são aqueles que sempre tem as ideias mais absurdas e que em 120% casos resultam em consequências desastrosas. Não é a toa que os EUA é o país campeão de programas na televisão com pegadinhas pesadas e de extremo mau gosto.

Quando fico procrastinando, jogo no Google a primeira coisa que vem a minha cabeça. Por exemplo, ontem eu estava com uma vontade louca de comer sushi e lá fui eu no Google: “DESEJO DE COMER SUSHI”. A primeira coisa que apareceu foi uma garota americana perguntando: “Estou desejando comer sushi loucamente. Quero comer sushi todo dia, toda hora, principalmente salmão. Estou com algum problema?”. SIM. Meu bem, seu problema é pior do que o meu. Eu ia dizer que ela está com falta do que fazer, mas eu também estou. Então, o caso dela é mais sério do que o meu. Fiquei inconformada com o tempo que essa garota gastou para entrar na internet, se cadastrar no Yahoo e fazer essa pergunta. Lamentável. Fiquei uns minutos refletindo o problema dessa garota, até que eu me deparo com respostas do tipo: “Provavelmente você está sentindo falta de algumas vitaminas na alimentação” ou “Se você comer muito, vai cansar de comer e depois vai enjoar e assim, parar de comer sushi” ou “Relaxa, um dia eu fiquei com desejo de comer sal grosso e passei o dia todo comendo. Depois passou”. SÉRIO? Eu fico com vontade de MATAR essas pessoas. Tá. Matar não, porque depois ficam me julgado por aí que eu sou sem paciência, estressada e que escrevo tudo o que eu penso. Mas, bem que essas pessoas podiam levar um soquinho na cara, ou escorregar numa casca de banana, um empurrão… alguma coisa que as acordassem para a vida real. O cara que respondeu que ficou comendo sal grosso o dia todo conseguiu superar o nível de imbecilidade da garota que acreditou ser um problema desejar comer sushi diariamente. Na realidade, me dá vontade de responder: “Continue comendo sal grosso que vai fazer muito bem para a sua pele”. As pessoas acreditam em tudo que está na internet, não é mesmo?

Se você, que como eu, está procrastinando e quer se divertir vá em: http://artoftrolling.memebase.com/category/yahoo-answer-fails/

Só sei que depois de tanto falar em sushi fiquei morrendo de vontade de comer um California Roll. Será que estou com algum problema?

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Rio de Janeiro, slow the flow!


“Pô, cara! A violência no Rio de Janeiro tá horrível. Não dá pra sair de casa”.

“Pô, brother. Me amarrei em Tropa de Elite. Irado!”

Essas duas frases são bastante comuns e escuto/leio isso de muitos playboys, filhinhos(as) de papai que sobem o morro de vez em quando para comprar droga.

Eu fico evitando falar sobre esses assuntos, pois é obvio que conheço várias pessoas que fazem uso de drogas, assim como todo mundo hoje em dia tem um amigo que usa maconha. Eu não sou contra a maconha. Inclusive as pessoas adoram dizer que são a favor da liberação da maconha, pois isso ia acabar com o tráfico. Isso não é verdade, pois se a maconha for legalizada, os bandidos vão traficar cocaína e se um dia a cocaína for liberada, vão traficar heroína, e assim por diante.

É claro que eu não acredito que a culpa principal é de quem compra maconha com esses traficantes. Os playboys que compram  maconha estão incentivando essa confusão toda que está acontecendo no Rio de Janeiro, mas não são os primeiros a serem culpados. Devemos entender a causa primeira de todo esse problema e creio que ele começa onde os interesses dos políticos terminam: na educação desse país. Se quem é pobre não tem condição de estudar e não tem um exemplo bom a seguir na vida, ele vai escolher o caminho mais rápido e fácil. Se o ensino é fraco, se faltam professores nas escolas, se é fácil “passar de ano” na escola, como é que uma pessoa tem condições de passar no vestibular? NÃO TEM. A pessoa pode até tentar o vestibular, mas não passa, pois o ensino lá no início da vida foi fraco. Geralmente as pessoas que são financeiramente desfavorecidas não têm grandes exemplos profissionais ao redor. Dificilmente você vê alguém na favela que é médico, engenheiro ou advogado. As chances de isso existir são mínimas. Não quero dizer que não existem, pois eu também não tenho conhecimento suficiente sobre o que acontece dentro da favela.

Sempre acreditei no poder na educação e acho que ela tem forças o suficiente para mudar o mundo e levar um país para frente. Na minha opinião, se fosse implantado um sistema de educação melhor no Brasil, veríamos muitas coisas melhorarem. Por exemplo, teríamos menos crianças nas ruas passando fome, frio e se expondo a doenças e a violência principalmente. Como não fazemos parte do governo e fica um pouco longe do nosso alcance querer mudar o sistema de educação, poderíamos fazer a nossa parte. Como eu disse no início desse post, eu não sou contra a maconha. Não uso, porque não gosto, mas isso é um problema só meu também. Quem quer fumar, que fume. Agora, quem quer fumar e se preocupa com o futuro do nosso país, que PLANTE. E eu não estou me referindo a plantar como uma espécie de propaganda que todo mundo adora fazer. Eu não quero ser mais uma no meio de 1 milhão de pessoas que dizem isso só por apologia. Por mais piegas que “PLANTE” possa parecer, eu só digo “PLANTE”, pois se trata de uma questão de preocupação pessoal com a segurança do nosso país. SÓ ISSO.

Voltando ao meu ponto principal, se alguma pessoa quer se estragar que se estrague sozinha em casa. A mesma coisa eu acho de quem bebe e dirige e ainda põe um monte de gente dentro do carro. Isso é não ter o menor respeito pela vida alheia, e é isso que falta nesse mundo. Respeito pela vida. Se alguma pessoa quer se matar, quer usar maconha, quer se drogar, quer beber até cair, por mim tanto faz. Só acho errado comprometer a vida dos outros por conta de escolhas nossas. Por isso que eu digo e repito, quer usar maconha, PLANTA! Parem de ficar incentivando essa guerra toda no Rio de Janeiro. Eu sei que não é só a maconha que está envolvida nesse jogo, tem cocaína também, e eu também não acharia errado que as pessoas produzissem a própria cocaína em casa e usassem. O problema é vender e transformar isso num problema que envolva outras pessoas.

Comparando mal e porcamente, é como a pirataria. Se eu faço download de músicas na internet e escuto no meu iPod, isso é um problema só meu (e também dos artistas que permitem que seus álbuns custem 40 reais hoje em dia). O problema é quando eu começo a envolver outras pessoas e vendo essas músicas por um preço muito mais barato do que o CD original. Isso é querer burlar e romper as regras estabelecidas por uma sociedade. Não adianta querer discutir esses assuntos, pois um mundo onde todas as regras são obedecidas é estranho e certamente iria causar um outro tipo de comoção. Eu vejo pro exemplo, a diferença entre os países. Observo que aqui em Utah a vida é mansa e os problemas nem se comparam com os problemas que temos no Brasil, e estranhamente o índice de suicido e pessoas que fazem maluquices pela rua são muito maiores nesses lugares onde a vida é mais calma. Não adianta! O ser humano precisa de adrenalina!

Aqui em Utah é muito difícil ver um assalto e quando acontece nunca é um cara com um revolver na sua cabeça. O assalto acontece quando você não está vendo, pois apesar do cara querer te roubar, ele também tem muito medo de ser pego, pois eles, apesar dos pesares, têm respeito pela própria vida em um geral. No Brasil, os traficantes não têm medo de nada, não temem pela própria vida, ou seja, nunca terão respeito por droga nenhuma se eles não são capazes de dar valor ao que eles têm de mais valioso: a VIDA.

Na verdade, como é que eles podem fazer tanta questão de continuarem vivos se eles não enxergam um futuro promissor? Se eles não têm direito a um bom estudo desde pequenos? Se eles que são financeiramente desfavorecidos, não possuem os mesmos direitos que nós que temos dinheiro para pagar uma boa escola temos?

O Rio de Janeiro está contaminado com a doença do descaso. Vai ser difícil encontrar a cura dessa doença e acabar com o que causa essa contaminação. Porém, temos o poder de ir diminuindo a febre que nos atinge aos poucos.

Não deixem que as pessoas ao nosso redor sejam atingidas por escolhas (de preferência erradas) nossas. Uma escolha sua está sempre ligada ao destino de outra pessoa. Isso vale para qualquer coisa na vida.

PS: Só para não perder o costume “Letícia” de ser, se você que compra droga e achou esse post ridículo, é porque você é um IDIOTA! E se você compra drogas e mesmo assim gostou desse post, você é tão IDIOTA quanto.